segunda-feira, 29 de março de 2010
terça-feira, 23 de março de 2010
Curso de fotografia digital 05
OLHAR FOTOGRÁFICO ©Eduardo Nascimento
OLHAR TÉCNICO
Disparador
O botão do clic responsável pelo momento do fotógrafo e da fotografia.
Alguns disparadores tem as funções, no primeiro momento, de focar o plano escolhido (telêmetro) e a luz (fotômetro).
Visor
Tem a função de enquadrar a imagem a ser fotografada e acompanhar as leituras do menu das máquinas. É o mais importante instrumento para a criação da imagem e do olhar fotográfico que deve obedecer a certos princípios.
OLHAR TÉCNICO DIGITAL
Ferramentas responsáveis pela formação da imagem digital
01 - botão de disparo, 02 - conexão flash, 03 - redutor de olhos vermelhos, 04 - lente do visor , 05 - CCD sensor, 06 - cartão memória, 07- baterias, 08 - visor, 09 - monitor, 10 - objetiva
O botão do clic responsável pelo momento do fotógrafo e da fotografia.
Alguns disparadores tem as funções, no primeiro momento, de focar o plano escolhido (telêmetro) e a luz (fotômetro).
Visor
Tem a função de enquadrar a imagem a ser fotografada e acompanhar as leituras do menu das máquinas. É o mais importante instrumento para a criação da imagem e do olhar fotográfico que deve obedecer a certos princípios.
OLHAR TÉCNICO DIGITAL
Ferramentas responsáveis pela formação da imagem digital
01 - botão de disparo, 02 - conexão flash, 03 - redutor de olhos vermelhos, 04 - lente do visor , 05 - CCD sensor, 06 - cartão memória, 07- baterias, 08 - visor, 09 - monitor, 10 - objetiva
Botão de disparo e modos
Possuem uma série de programas que calibram a máquina para fotografar, objetos próximos, paisagem, à noite, esportes...Esses programas ajustam a abertura do diafragma e o tempo de exposição de acordo com as circunstâncias.
Também são possíveis ajustes manuais M, priorizando o diafragma A, priorizando o obturador S, automático AUTO...
CCD sensor
Dispositivo responsável pela captura da imagem (CCD-Charge-Couplet Device), substituiu o filme da fotografia tradicional.
Sua estrutura é composta por milhares de pontos elétricos chamados PIXEL. Quanto maior o número de PIXEL em um CCD maior a captação de detalhes. A medida de uma imagem em PIXEL é conhecida pela RESOLUÇÃO. Que nada mais é que “a quantidade de informação que uma máquina consegue gravar” Megapixel.
Resolução
A resolução é medida pela quantidade de pixels que há na área da imagem. Logo, sua unidade de medida é o "ppi", que significa "pixels per inch" ou pixels por polegada. A nomenclatura "dpi" - "dots per inches" é utilizada pela indústria gráfica e se relaciona com a quantidade de pontos necessários ´para uma impressão de qualidade, por isso, em termos fotográficos digitais deve-se utilizar a nomenclatura "ppi", que traduz a quantidade de pixels por linha do sensor ou da ampliação da fotografia.
White Balance
Equilíbrio de branco, é um recurso que permite à câmera efetuar ajustes da cor captada no CCD dependendo das condições de iluminação. Os modos comumente oferecidos são:
Possuem uma série de programas que calibram a máquina para fotografar, objetos próximos, paisagem, à noite, esportes...Esses programas ajustam a abertura do diafragma e o tempo de exposição de acordo com as circunstâncias.
Também são possíveis ajustes manuais M, priorizando o diafragma A, priorizando o obturador S, automático AUTO...
CCD sensor
Dispositivo responsável pela captura da imagem (CCD-Charge-Couplet Device), substituiu o filme da fotografia tradicional.
Sua estrutura é composta por milhares de pontos elétricos chamados PIXEL. Quanto maior o número de PIXEL em um CCD maior a captação de detalhes. A medida de uma imagem em PIXEL é conhecida pela RESOLUÇÃO. Que nada mais é que “a quantidade de informação que uma máquina consegue gravar” Megapixel.
Resolução
A resolução é medida pela quantidade de pixels que há na área da imagem. Logo, sua unidade de medida é o "ppi", que significa "pixels per inch" ou pixels por polegada. A nomenclatura "dpi" - "dots per inches" é utilizada pela indústria gráfica e se relaciona com a quantidade de pontos necessários ´para uma impressão de qualidade, por isso, em termos fotográficos digitais deve-se utilizar a nomenclatura "ppi", que traduz a quantidade de pixels por linha do sensor ou da ampliação da fotografia.
White Balance
Equilíbrio de branco, é um recurso que permite à câmera efetuar ajustes da cor captada no CCD dependendo das condições de iluminação. Os modos comumente oferecidos são:
Automático
A câmera seleciona, automaticamente, o melhor white balance dependendo da iluminação do ambiente. Em situações de iluminação artificial, as cores do registro podem não corresponder à realidade.
Sol
Adequado para fotografar com iluminação natural externa (luz do sol): praia, montanha, etc.
Nublado
Adequado para fotografar com iluminação natural externa em dias nublados, quando a luz do sol não chega diretamente ao sujeito.
Tungstênio
Adequado para fotografar com iluminação artificial, com lâmpadas de Tungstênio
Fluorescente
Adequado para fotografar com iluminação artificial, com lâmpadas fluorescentes.
Até o próximo capítulo. Boas fotos.
Sol
Adequado para fotografar com iluminação natural externa (luz do sol): praia, montanha, etc.
Nublado
Adequado para fotografar com iluminação natural externa em dias nublados, quando a luz do sol não chega diretamente ao sujeito.
Tungstênio
Adequado para fotografar com iluminação artificial, com lâmpadas de Tungstênio
Fluorescente
Adequado para fotografar com iluminação artificial, com lâmpadas fluorescentes.
Até o próximo capítulo. Boas fotos.
terça-feira, 16 de março de 2010
segunda-feira, 15 de março de 2010
terça-feira, 9 de março de 2010
quinta-feira, 4 de março de 2010
Curso de fotografia digital 04
OLHAR FOTOGRÁFICO ©Eduardo Nascimento
Olhar técnico
Obturador
É o instrumento responsável pelo tempo de exposição em que a luz permanece na célula fotossensível (placa CCD). Este tempo é regulado numericamente em segundos:
1: um segundo; 2: meio segundo; 4: um quarto de segundo; 8: um oitavo de segundo; 15; 30; 60; 125, 250; 500; 1000 e 2000: dois milésimos de segundo.
O tempo de exposição do obturador também está diretamente ligada ao fator velocidade. Na regulagem B, poderemos regular manualmente o tempo de exposição de um obturador: 2, 3, 4, 5...10 segundos, ou quanto necessário for.

Obturador 15

Obturador 250

Obturador B 4 seg

Obturador 60
Exposição
É o termo utilizado para designar o tempo em que a luz sensibiliza a célula fotossensível.
Fotômetro
É o instrumento responsável pela medição da intensidade da luz, de modo a determinar as aberturas do diafragma e o tempo de exposição do obturador. Funciona em sintonia e é através do visor/monitor que se regula a quantidade de entrada de luz.
As medidas poderão ser ampla, média e pontual.
EV= Valor de Exposição
Compensa a quantidade de luz medida pelo fotômetro, para mais e para menos. Para escurecer e para clarear a imagem.
Até o próximo capítulo. Boas fotos.
Olhar técnico
Obturador
É o instrumento responsável pelo tempo de exposição em que a luz permanece na célula fotossensível (placa CCD). Este tempo é regulado numericamente em segundos:
1: um segundo; 2: meio segundo; 4: um quarto de segundo; 8: um oitavo de segundo; 15; 30; 60; 125, 250; 500; 1000 e 2000: dois milésimos de segundo.
O tempo de exposição do obturador também está diretamente ligada ao fator velocidade. Na regulagem B, poderemos regular manualmente o tempo de exposição de um obturador: 2, 3, 4, 5...10 segundos, ou quanto necessário for.

Obturador 15

Obturador 250

Obturador B 4 seg

Obturador 60
Exposição
É o termo utilizado para designar o tempo em que a luz sensibiliza a célula fotossensível.
Fotômetro
É o instrumento responsável pela medição da intensidade da luz, de modo a determinar as aberturas do diafragma e o tempo de exposição do obturador. Funciona em sintonia e é através do visor/monitor que se regula a quantidade de entrada de luz.
As medidas poderão ser ampla, média e pontual.
EV= Valor de Exposição
Compensa a quantidade de luz medida pelo fotômetro, para mais e para menos. Para escurecer e para clarear a imagem.
Até o próximo capítulo. Boas fotos.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Agenda de Cursos
OLHAR FOTOGRÁFICO
Em Paranaguá: 10 a 14 de maio 2010
Em Morretes: 14 a 18 de junho
Informações: 41 3423-3200
Promoção SESC-PR Paranaguá
Em Paranaguá: 10 a 14 de maio 2010
Em Morretes: 14 a 18 de junho
Informações: 41 3423-3200
Promoção SESC-PR Paranaguá
Curso de Fotografia Digital 03
OLHAR FOTOGRÁFICO© eduardo nascimento
Telêmetro
É um instrumento ótico que serve para medir distâncias e selecionar o plano que se quer focalizar, acoplado ao mecanismo de focalização da câmera, na objetiva.
Objetiva
É um conjunto de lentes acoplado as câmeras fotográficas que serve para a formação das imagens e é responsável pela focalização, abertura, profundidade e ângulos de cobertura visual de cada fotografia.
Normalmente o olho humano tem a capacidade de perceber uma imagem focalizada em um ângulo de cobertura aproximada de 40°.
A objetiva considerada normal, que acompanha grande parte das câmeras, tem uma distância focal (df) de 50 mm e capta uma imagem angular de aproximadamente 45°.
bem próximo do ângulo normal da nossa visão.
Tipos de objetivas
Grande angular – 15, 28 e 32 mm.tem a capacidade de captar um ângulo maior, 80, 75, 118°. são utilizadas para fotografias em ambientes com pouco espaço.
Normal – lentes de 45, 50 mm. imagem próxima a captada pelo olho humano 45°.
Teleobjetivas - servem para captar imagens mais distantes, são as lentes de 80,100, 135, 150, 200, 300, 500 e 1000mm.
Macro - são lentes utilizadas para aproximar a câmera dos objetos.
Zoom - são lentes que permitem obter imagens com diversidade angular, em uma só objetiva. as mais comuns são as de 28-70mm, 30-80mm e 70-200mm, 28-300mm.
Diafragma = f
Controlar a quantidade da luz captada pela objetiva e também é responsável pela profundidade de campo : áreas distanciadas entre diversos planos de um enquadramento.
As medidas das aberturas mais comuns são:
1.4 . 2 . 2.8 . 4 . 5.6 . 8 . 11 . 16 . 22 .
Nesse caso 1.4 é a maior abertura e 22 é a menor, mas a menor abertura (22) proporciona maior profundidade de campo e a maior (1.4), menor.

1. maior abertura do diafragma: 1.4
2. menor abertura do diafragma: 22

Maior abertura: 1.4: menor profundidade de campo
Menor abertura: 22: maior profundidade de campo
Até o próximo capítulo...E boas fotos.
Telêmetro
É um instrumento ótico que serve para medir distâncias e selecionar o plano que se quer focalizar, acoplado ao mecanismo de focalização da câmera, na objetiva.
Objetiva
É um conjunto de lentes acoplado as câmeras fotográficas que serve para a formação das imagens e é responsável pela focalização, abertura, profundidade e ângulos de cobertura visual de cada fotografia.
Normalmente o olho humano tem a capacidade de perceber uma imagem focalizada em um ângulo de cobertura aproximada de 40°.
A objetiva considerada normal, que acompanha grande parte das câmeras, tem uma distância focal (df) de 50 mm e capta uma imagem angular de aproximadamente 45°.
bem próximo do ângulo normal da nossa visão.
Tipos de objetivas
Grande angular – 15, 28 e 32 mm.tem a capacidade de captar um ângulo maior, 80, 75, 118°. são utilizadas para fotografias em ambientes com pouco espaço.
Normal – lentes de 45, 50 mm. imagem próxima a captada pelo olho humano 45°.
Teleobjetivas - servem para captar imagens mais distantes, são as lentes de 80,100, 135, 150, 200, 300, 500 e 1000mm.
Macro - são lentes utilizadas para aproximar a câmera dos objetos.
Zoom - são lentes que permitem obter imagens com diversidade angular, em uma só objetiva. as mais comuns são as de 28-70mm, 30-80mm e 70-200mm, 28-300mm.
Diafragma = f
Controlar a quantidade da luz captada pela objetiva e também é responsável pela profundidade de campo : áreas distanciadas entre diversos planos de um enquadramento.
As medidas das aberturas mais comuns são:
1.4 . 2 . 2.8 . 4 . 5.6 . 8 . 11 . 16 . 22 .
Nesse caso 1.4 é a maior abertura e 22 é a menor, mas a menor abertura (22) proporciona maior profundidade de campo e a maior (1.4), menor.

1. maior abertura do diafragma: 1.4
2. menor abertura do diafragma: 22

Maior abertura: 1.4: menor profundidade de campo
Menor abertura: 22: maior profundidade de campoAté o próximo capítulo...E boas fotos.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
CARNAVAL 2010 Antonina
Cópias impressas em formato A4 (29x21cm) em papel fotográfico (180gr) e impressora a laser HP. R$120,00 (cento e vinte reais) entrega pelo correio Sedex. Para entrega local: R$95,00. Imagem on-line media resolução: R$ 80,00 Interessados contato: http://eduardobo51@ibest.com.br
sábado, 13 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Curso de fotografia digital 02
Olhar Fotográfico ©
Pequeno histórico
1827 - o francês Joseph Nicéphore NIÈPCE, fixa a primeira imagem captada por uma câmara escura, considerada a primeira fotografia. Uma placa de metal encoberta com betume e exposta por 8 horas.
1827 - o francês Joseph Nicéphore NIÈPCE, fixa a primeira imagem captada por uma câmara escura, considerada a primeira fotografia. Uma placa de metal encoberta com betume e exposta por 8 horas.
Primeira foto (Nièpce)
1839 - Louis Jacques Mandé DAGUERRE (França), registra junto a Academia de Ciências de Paris a sua descoberta, o Daguerreótipo.
1884 - George EASTMANN, inventa o filme de rolo de 24 posses.
1888 - EASTMANN lança a Kodak, uma câmara portátil com filme de rolo . “você aperta o botão e nós fazemos o resto”, assim nasceu a moderna fotografia.
1935 - fabricação do filme kodachrome (slides cor) em 16 e 35 mm.
1949 - Land POLAROID inventa a fotografia instantânea.
1981 - início da fotografia digital como produto de consumo. a Sony anunciaria sua primeira Mavica, com preço estimado em US$ 12 mil. o protótipo, de 0,3 megapixels, armazenava até 50 fotos coloridas nos inovadores Mavipaks, disquetes de 2 polegadas.
Olhar técnico A máquina fotográfica
Basicamente uma máquina fotográfica divide-se em duas partes: corpo e objetiva. As objetivas poderão ser fixas e cambiáveis.
As máquinas mais simples têm objetiva fixa e separada do visor, e são conhecidas como máquinas não reflex.
As máquinas reflex - as mais profissionais - têm um visor acoplado a objetiva por um sistema de espelhos, proporcionando um enquadramento semelhante a imagem captada. já as máquinas não reflex o enquadramento visto através do visor é um pouco diferente da imagem registrada. Esta diferença é conhecida como erro de paralaxe.
Instrumentos comuns
• telêmetro • objetiva • diafragma • obturador • fotômetro • disparador • visor
Até a próxima semana...
Exposição de VIK MUNIZ

Com mais de 120 trabalhos que abarcam do início de sua carreira, do final dos anos 80 até os dias de hoje, esta é a maior exposição já dedicada ao artista. Depois de passar pelos Estados Unidos, Canadá e México, ela chega ao Brasil no momento em que Vik atinge o ápice de seu reconhecimento, tornando-se um dos brasileiros mais consagrados no cenário da arte internacional. Para Vik Muniz, o artista faz a metade do trabalho: a outra parte é feita pelo espectador, que exerce um papel ativo. Agora chegou a sua vez! Entre nessa aventura, que é ver a exposição: ouse e reinvente seu olhar!
(texto extraído do catálogo da exposição)
Serviço: Museu Oscar Niemeyer
Aberto até 28 fevereiro 2010
Curitiba
Vale a pena conferir!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Um outro olhar
Todas as imagens aqui publicadas poderão ser adquiridas em material de alta resolução.Contato:
eduardobo51@ibest.com.br
Imagens captadas em Antonina,PR.Brasil
0001
0002
Curso de Fotografia Digital 01
Curso Olhar Fotográfico ©
Semanalmente será publicado um capítulo do curso que ministro.
Fotografia:
fixação da luz em um suporte analógico ou digital
(filmes, papéis, placa ccd - charge coupled device ).
Linguagem:
sistema de signos que serve de meio de comunicação.
Fotolinguagem e seus suportes:
Olhar técnico
equipamentos e materiais que constroem a imagem
Olhar estético
elementos que compõem o olhar, inicializado pelo enquadramento no visor
Olhar semântico
as significações e interpretações da imagem, de acordo com o enfoque
A imagem
para o estudo da fotografia é importante inicialmente entender a imagem como um objeto de luz, ou seja, um corpo iluminado por uma fonte de luz, seja natural ou artificial.
todo objeto visual recebe luz, absorve e emite parte ou todo da luz recebida por uma fonte.
A câmara obscura
como o nome indica é um compartimento escuro, sem luz, independentemente do seu tamanho, e que contém em uma de suas paredes um pequeno orifício, que quando atingido pela luz externa, capta-a, tendo a sua projeção em uma parede oposta.
Semanalmente será publicado um capítulo do curso que ministro.
Fotografia:
fixação da luz em um suporte analógico ou digital
(filmes, papéis, placa ccd - charge coupled device ).
Linguagem:
sistema de signos que serve de meio de comunicação.
Fotolinguagem e seus suportes:
Olhar técnico
equipamentos e materiais que constroem a imagem
Olhar estético
elementos que compõem o olhar, inicializado pelo enquadramento no visor
Olhar semântico
as significações e interpretações da imagem, de acordo com o enfoque
A imagem
para o estudo da fotografia é importante inicialmente entender a imagem como um objeto de luz, ou seja, um corpo iluminado por uma fonte de luz, seja natural ou artificial.
todo objeto visual recebe luz, absorve e emite parte ou todo da luz recebida por uma fonte.
A câmara obscura
como o nome indica é um compartimento escuro, sem luz, independentemente do seu tamanho, e que contém em uma de suas paredes um pequeno orifício, que quando atingido pela luz externa, capta-a, tendo a sua projeção em uma parede oposta.
FOTOGRAFIA EU FAÇO
Durante mais de trinta anos me dedico a fotografar. Fui um dos primeiros professores contratados para ministrar aula de fotografia em um curso superior no Paraná, lá pelos anos de 1979, na antiga Faculdade de Educação Musical, hoje FAP- Faculdade de Artes do Paraná. Em 1996, apesar de ter prestado concurso na UFPR para a disciplina de Projeto Gráfico, devido o afastamento do professor de fotografia do curso de Arte e Design ter sido transferido, fui convidado a assumir a disciplina, a qual fui responsável até maio de 2005, quando solicitei minha aposentadoria.
Fotografar sempre foi um fascínio, apesar da minha formação em artes plásticas/pintura pela Escola de Música e Belas Artes em 1977, mas já em 75 - com uma máquina reflex emprestada de um amigo - um clique aqui em Antonina me rendeu um prêmio Nacional, em concurso realizado pelo Museu da Imagem e do Som do Paraná.
A “loucura fotográfica” passava por todo um processo, desde o domínio do equipamento até a revelação do filme e das cópias em papel. Era uma verdadeira maratona...Um parto. Conseguir uma boa imagem como resultado era como um troféu, pois nem sempre dependia da vontade única do fotógrafo, mas de todo um sistema.
O singelo momento da fotografia não mudou, mas com o advento da imagem digital e por conseqüência da fotografia, foram se perdendo determinados valores intrínsecos ao processo e a linguagem da imagem analógica, ou seja, química. O fator surpresa, uma das características do meio, cedeu lugar para o imediatismo: o tá bom ou não está...”Deleta”.
Confesso que levei algum tempo para aceitar o novo processo, mas hoje, com uma pequena experiência de mais de dez anos, começo a entender a linguagem e os valores da “nova” fotografia.
Quando Mondrian falou:
“ No futuro todos seremos artistas” possivelmente estava prevendo o advento de um meio de produção de imagem de fácil acesso e simples domínio. Eis ai a fotografia digital.
Hoje ela faz parte do nosso telefone celular e é parte do desejo de consumo de grande parte dos brasileiros, principalmente daqueles que podem parcelar tudo em até dez vezes. É somente comprar uma máquina digital e sair por aí “clicando” o mundo.
Recentemente vivi dois momentos distintos da fotografia. Primeiro, na minha visita ao Museu do Louvre/Paris quando fui surpreendido pelo batalhão de fotógrafos enfrente ao quadro da Monalisa de Da Vinci. E posteriormente, na apresentação de encerramento dos alunos da Filarmônica, aqui nosso Theatro Municipal.
Mas, você poderá me perguntar o que é que tem em comum uma coisa com a outra. Eu respondo: o fácil acesso à fotografia. Um batalhão de fotógrafos ocupou o espaço com o mesmo objetivo de roubar um pouco da cena e levar para casa transformada em fotografia.
Que todos podem fotografar, podem. Que todos poderão sair por ai dizendo que fazem fotografia, também podem.
A minha maior preocupação não é com a democratização da imagem, mas com a sua vulgarização. Até parece que tudo é muito parecido e os valores vão se perdendo na multiplicação dos comuns. Aí continuo a perguntar...Hoje, o que é uma boa fotografia?
Isto é assunto para outra hora.
Eduardo Nascimento
Publicado em 27 jan 2009
www.palavradobo.blogspot.com
Fotografar sempre foi um fascínio, apesar da minha formação em artes plásticas/pintura pela Escola de Música e Belas Artes em 1977, mas já em 75 - com uma máquina reflex emprestada de um amigo - um clique aqui em Antonina me rendeu um prêmio Nacional, em concurso realizado pelo Museu da Imagem e do Som do Paraná.
A “loucura fotográfica” passava por todo um processo, desde o domínio do equipamento até a revelação do filme e das cópias em papel. Era uma verdadeira maratona...Um parto. Conseguir uma boa imagem como resultado era como um troféu, pois nem sempre dependia da vontade única do fotógrafo, mas de todo um sistema.
O singelo momento da fotografia não mudou, mas com o advento da imagem digital e por conseqüência da fotografia, foram se perdendo determinados valores intrínsecos ao processo e a linguagem da imagem analógica, ou seja, química. O fator surpresa, uma das características do meio, cedeu lugar para o imediatismo: o tá bom ou não está...”Deleta”.
Confesso que levei algum tempo para aceitar o novo processo, mas hoje, com uma pequena experiência de mais de dez anos, começo a entender a linguagem e os valores da “nova” fotografia.
Quando Mondrian falou:
“ No futuro todos seremos artistas” possivelmente estava prevendo o advento de um meio de produção de imagem de fácil acesso e simples domínio. Eis ai a fotografia digital.
Hoje ela faz parte do nosso telefone celular e é parte do desejo de consumo de grande parte dos brasileiros, principalmente daqueles que podem parcelar tudo em até dez vezes. É somente comprar uma máquina digital e sair por aí “clicando” o mundo.
Recentemente vivi dois momentos distintos da fotografia. Primeiro, na minha visita ao Museu do Louvre/Paris quando fui surpreendido pelo batalhão de fotógrafos enfrente ao quadro da Monalisa de Da Vinci. E posteriormente, na apresentação de encerramento dos alunos da Filarmônica, aqui nosso Theatro Municipal.
Mas, você poderá me perguntar o que é que tem em comum uma coisa com a outra. Eu respondo: o fácil acesso à fotografia. Um batalhão de fotógrafos ocupou o espaço com o mesmo objetivo de roubar um pouco da cena e levar para casa transformada em fotografia.
Que todos podem fotografar, podem. Que todos poderão sair por ai dizendo que fazem fotografia, também podem.
A minha maior preocupação não é com a democratização da imagem, mas com a sua vulgarização. Até parece que tudo é muito parecido e os valores vão se perdendo na multiplicação dos comuns. Aí continuo a perguntar...Hoje, o que é uma boa fotografia?
Isto é assunto para outra hora.
Eduardo Nascimento
Publicado em 27 jan 2009
www.palavradobo.blogspot.com
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