segunda-feira, 10 de maio de 2010

Olhar Fotográfico


Estarei durante a semana ministrando o curso "Olhar fotográfico" no SESC-PR Paranaguá, que teve início hoje, segunda-feira às 14h e se estenderá até sexta. Esta é a segunda turma que participa do curso, que teve sua primeira edição em novembro passado e devido a demanda está sendo novamente realizado. A turma conta com 22 participantes.
No periodo de 14 a 18 de junho o curso será realizado na cidade de Morretes.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Lisboa 2008

Curso de fotografia digital 07

OLHAR FOTOGRÁFICO ©Eduardo Nascimento

Olhar técnico visor
Olhar estético enquadramento
Composição

• Compor é organizar harmoniosamente ou não um espaço. O visor da máquina fotográfica é o espaço em que iremos organizar os objetos visíveis para que possamos dar sentidos fotográficos as nossas idéias e tornar fotografia às coisas que nos rodeiam.
• Para se obter uma boa composição fotográfica é necessário, inicialmente tomarmos determinadas atitudes, quanto ao tema a ser fotografado e também quanto as colocações dos objetos/figuras.

• Inicialmente o visor nada mais é que um espaço a ser preenchido. Algumas regras são utilizadas para balizar a nossa visão, entre elas a regra dos terços, 1/3. Também conhecida como segmento áureo ou ponto de ouro. Basicamente consiste na utilização de um retângulo dividido em três partes, quer na horizontal e na vertical. O encontro de suas linhas determina áreas de equilíbrio espacial.

• Visualizando o ponto
Pontos de Ouro

• Para se obter uma composição em harmonia e priorizar o espaço, é importante a colocação do ponto/objeto nos locais de equilíbrio, nos pontos de ouro. Assim podemos considerar que temos um espaço com um ponto.

• Ao centralizar o ponto, toda a atenção do olhar estará sendo atraída pelo ponto, tornando-o elemento prioritário. Assim sendo, conceitualmente podemos considerar que não mais teremos um espaço com um ponto e sim um ponto no espaço.

Ponto Centralizado

• Como inicialmente podemos trabalhar com pontos, independentemente de sua forma ou tamanho, também a sintaxe da linguagem do olhar, nos possibilita outras organizações, com formas, linhas, cores, texturas, etc...Etc...Etc.

• Podemos compor com pontos e linhas, de tamanhos diversos e cores das mais variadas, e assim mesmo obter um resultado bem harmonioso.
Pontos e Linhas

As formas, linhas e cores, nada mais são do que a síntese geométrica de um objeto, de uma figura, ou de uma paisagem fotográfica.

• Quando entendemos a organização espacial, podemos com mais facilidade trabalhar melhor os nossos enquadramentos, quase sempre em sintonia com o assunto ou tema escolhido para a nossa fotografia.

Paisagem com pessoas
• Se, por exemplo, o nosso tema for paisagem é importante saber compor com os seus elementos: linha do horizonte, montanhas, casas, lagos, árvores, pessoas...Etc...Etc.Etc. Quando o assunto for mais seletivo, por exemplo: figura humana, é bom tomar como principio um enquadramento mais centralizado, dando ênfase ao assunto.
• Gostaríamos de salientar, que este método, é apenas um caminho inicial para o exercício do estudo da composição, com a prática do olhar e o desenvolvimento da sensibilidade para as formas luminosas, vamos lentamente criando a nossa própria maneira de organizar os nossos objetos fotográficos.
• Não vamos ser rígidos demais, mas é preciso um método quando queremos iniciar uma aprendizagem.

Forma e Movimento

Quando os olhos defrontam-se com formas em posições diferentes, percorrem todo um espaço para chegar a forma/objeto escolhido como prioritário.


Paisagem com menino

Equilíbrio

• Outros elementos também colaboram na constituição de uma fotografia, tais como: equilíbrio, textura, cor e perspectiva.


Equilíbrio com formas e pesos diferentes

• O equilíbrio é a relação que as formas tem com o espaço e entre si. Toda forma contém massa física/visual, peso, devido a sua estrutura e conteúdo, sua textura...Cor...Etc.
• A ordem organizacional das formas pode obedecer dois princípios: o simétrico e assimétrico. Simétrico quando o espaço é dividido por um eixo central e composto com elementos similares, já o assimétrico libera para uma estrutura mais livre, com objetos de forma e natureza diversa.

Boas Fotos e até a próxima.

domingo, 18 de abril de 2010

Curso de fotografia digital 06

OLHAR FOTOGRÁFICO ©Eduardo Nascimento
Olhar técnico Digital CCD sensor sensibilidade

Placa CCD
É a capacidade de luz que um sensor pode captar, medida em ISO – quanto maior o valor, menos luz o sensor precisa. As câmaras atuais trabalham com ajuste automático, ISO 100 (luz natural abundante), ISO 200 (dias nublado) e ISO 400 (para ambientes com pouca iluminação).
No menu da câmera é possível ajustar a sensibilidade conforme a necessidade do ambiente.
É importante lembrar que o aumento da sensibilidade interfere no tamanho do pixel. Quanto maior a sensibilidade ISO 1600, maior o tamanho do pixel e menor a qualidade/definição da imagem e vice-e-versa.

Arquivos
Em torno de 90% das câmeras digitais gravam as imagens em formato JEPG, que compactam o arquivo para caber mais informação no cartão memória. Também gravam em arquivos TIF, que preserva a qualidade da imagem sem comprimir. Imagens para trafegar na internet é aconselhável gravar em JEPG, e para impressão em TIF. O ajuste deverá ser feito no menu da câmera.

Zoom ótico/Zoom digital

O efeito zoom está ligado diretamente a objetiva da câmera. O zoom ótico e o Zoom digital são ferramentas utilizadas para trazer os objetos fotografados para mais perto de você. Uma zoom 2x produz o efeito de duplicar o tamanho do objeto. 5x, quintuplica o tamanho do objeto...E assim por diante. Uma zoom 10x tendo como base uma objetiva de 28mm, multiplica e chega em uma teleobjetiva de 300mm. As objetivas conhecidas como zoom são mais práticas e de custo menor, mas perde em qualidade.
Zoom digital é uma ferramenta utilizada por pequenas máquinas que aumenta a imagem por meio da ampliação feita por um programa (uso não aconselhável).



Monitor

É um display de cristal líquido que tem como função principal rever as imagens registradas pelo sensor CCD e para abrir o menu de configuração e regulagem. Nas câmeras mais simples também é utilizado como visor para enquadramento.
O monitor tem como ponto negativo o grande consumo de energia.



Monitor câmera compacta

Menu


Visor
Enfim a parte mais importante da máquina fotográfica, o visor, o olho da máquina...você.


Mas esse é o assunto para a próxima aula.
Boas fotos.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Agenda de Cursos

OLHAR FOTOGRÁFICO
Estarei ministrando o curso

Em Paranaguá: 10 a 14 de maio 2010 das 14 às 17h
Em Morretes: 14 a 18 de junho das 19 às 22h

Informações e inscrições: 41 3423-3200
Promoção SESC-PR Paranaguá

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Acervo PINTURAS CANOAS


"Se nos parece natural que a evolução do trabalho de um artista se faça do figurativo para o abstrato, nestes trabalhos de Eduardo Nascimento encontraremos justamente o inverso: depois de inúmeras experiências na pintura concretista de caráter geométrico, o artista se volta para a descoberta de intrigantes composições perfeitamente abstratas já prontas em recortes da realidade, que são habilmente registradas em fotografia".

Sergio Kirdziej
Crítico de Arte da ABCA - 2006

segunda-feira, 5 de abril de 2010

“No meu modo de ver, a fotografia nada mudou desde a sua origem, exceto nos seus aspectos técnicos, os quais não são minha preocupação principal. A fotografia é uma operação instantânea que exprime o mundo em termos visuais, tanto sensoriais como intelectuais, sendo também uma procura e uma interrogação constantes. É ao mesmo tempo o reconhecimento de um fato numa fração de segundo, e o arranjo rigoroso de formas percebidas visualmente, que conferem a esse fato expressão e significado”.

Henri Cartier-Bresson

CENÁRIO


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terça-feira, 23 de março de 2010

Curso de fotografia digital 05

OLHAR FOTOGRÁFICO ©Eduardo Nascimento

OLHAR TÉCNICO

Disparador
O botão do clic responsável pelo momento do fotógrafo e da fotografia.
Alguns disparadores tem as funções, no primeiro momento, de focar o plano escolhido (telêmetro) e a luz (fotômetro).

Visor
Tem a função de enquadrar a imagem a ser fotografada e acompanhar as leituras do menu das máquinas. É o mais importante instrumento para a criação da imagem e do olhar fotográfico que deve obedecer a certos princípios.

OLHAR TÉCNICO DIGITAL
Ferramentas responsáveis pela formação da imagem digital

01 - botão de disparo, 02 - conexão flash, 03 - redutor de olhos vermelhos, 04 - lente do visor , 05 - CCD sensor, 06 - cartão memória, 07- baterias, 08 - visor, 09 - monitor, 10 - objetiva
Botão de disparo e modos

Possuem uma série de programas que calibram a máquina para fotografar, objetos próximos, paisagem, à noite, esportes...Esses programas ajustam a abertura do diafragma e o tempo de exposição de acordo com as circunstâncias.
Também são possíveis ajustes manuais M, priorizando o diafragma A, priorizando o obturador S, automático AUTO...

CCD sensor
Dispositivo responsável pela captura da imagem (CCD-Charge-Couplet Device), substituiu o filme da fotografia tradicional.
Sua estrutura é composta por milhares de pontos elétricos chamados PIXEL. Quanto maior o número de PIXEL em um CCD maior a captação de detalhes. A medida de uma imagem em PIXEL é conhecida pela RESOLUÇÃO. Que nada mais é que “a quantidade de informação que uma máquina consegue gravar” Megapixel.

Resolução
A resolução é medida pela quantidade de pixels que há na área da imagem. Logo, sua unidade de medida é o "ppi", que significa "pixels per inch" ou pixels por polegada. A nomenclatura "dpi" - "dots per inches" é utilizada pela indústria gráfica e se relaciona com a quantidade de pontos necessários ´para uma impressão de qualidade, por isso, em termos fotográficos digitais deve-se utilizar a nomenclatura "ppi", que traduz a quantidade de pixels por linha do sensor ou da ampliação da fotografia.

White Balance
Equilíbrio de branco, é um recurso que permite à câmera efetuar ajustes da cor captada no CCD dependendo das condições de iluminação. Os modos comumente oferecidos são:
Automático
A câmera seleciona, automaticamente, o melhor white balance dependendo da iluminação do ambiente. Em situações de iluminação artificial, as cores do registro podem não corresponder à realidade.
Sol
Adequado para fotografar com iluminação natural externa (luz do sol): praia, montanha, etc.
Nublado
Adequado para fotografar com iluminação natural externa em dias nublados, quando a luz do sol não chega diretamente ao sujeito.
Tungstênio
Adequado para fotografar com iluminação artificial, com lâmpadas de Tungstênio
Fluorescente
Adequado para fotografar com iluminação artificial, com lâmpadas fluorescentes.

Até o próximo capítulo. Boas fotos.

terça-feira, 16 de março de 2010

segunda-feira, 15 de março de 2010

terça-feira, 9 de março de 2010

quinta-feira, 4 de março de 2010

Curso de fotografia digital 04

OLHAR FOTOGRÁFICO ©Eduardo Nascimento
Olhar técnico

Obturador
É o instrumento responsável pelo tempo de exposição em que a luz permanece na célula fotossensível (placa CCD). Este tempo é regulado numericamente em segundos:

1: um segundo; 2: meio segundo; 4: um quarto de segundo; 8: um oitavo de segundo; 15; 30; 60; 125, 250; 500; 1000 e 2000: dois milésimos de segundo.

O tempo de exposição do obturador também está diretamente ligada ao fator velocidade. Na regulagem B, poderemos regular manualmente o tempo de exposição de um obturador: 2, 3, 4, 5...10 segundos, ou quanto necessário for.


Obturador 15

Obturador 250

Obturador B 4 seg

Obturador 60

Exposição
É o termo utilizado para designar o tempo em que a luz sensibiliza a célula fotossensível.

Fotômetro
É o instrumento responsável pela medição da intensidade da luz, de modo a determinar as aberturas do diafragma e o tempo de exposição do obturador. Funciona em sintonia e é através do visor/monitor que se regula a quantidade de entrada de luz.
As medidas poderão ser ampla, média e pontual.

EV= Valor de Exposição
Compensa a quantidade de luz medida pelo fotômetro, para mais e para menos. Para escurecer e para clarear a imagem.

Até o próximo capítulo. Boas fotos.